05 a 07 de Outubro | 2027
Riocentro - RJ

Inteligência artificial, BIM e dados impulsionam debate sobre o futuro das cidades

Inteligência artificial, BIM e dados impulsionam debate sobre o futuro das cidades

Entre os destaques do terceiro dia da Arena dos Influenciadores, na Feicon Rio, esteve o painel “Rio em transformação: IA, BIM e dados para construir territórios mais inteligentes”, que reuniu Eduardo Ribeiro, Márcia Doring, Alexandre Cardeman e Christiane Magalhães para discutir os impactos das novas tecnologias no planejamento urbano e no desenvolvimento das cidades.

A velocidade das transformações tecnológicas e os desafios relacionados ao uso da inteligência artificial estiveram no centro das discussões. Christiane Magalhães chamou a atenção para o avanço acelerado dessas ferramentas e defendeu a necessidade de estabelecer limites e critérios para sua utilização responsável. Segundo ela, a estruturação adequada dos dados e a adoção de medidas de segurança são fundamentais nesse processo.

A discussão também abordou a importância de compreender a dinâmica urbana antes de incorporar novas soluções. Alexandre Cardeman ressaltou que o planejamento deve considerar o comportamento das cidades e a relação das pessoas com os espaços. “A tecnologia deve ser incorporada como ferramenta de apoio às transformações e na busca por soluções mais adequadas à vida nas cidades”, concluiu.

Ampliando o debate para as mudanças na relação entre tecnologia e sociedade, Eduardo Ribeiro apresentou a Teoria da Convergência, que aborda a circulação de conteúdos entre diferentes plataformas, a aproximação entre entretenimento e tecnologia e a participação crescente dos consumidores. O especialista também discutiu o conceito de Sociedade 6.0, que propõe o uso dos avanços tecnológicos a serviço das pessoas.

Voltando o olhar para as aplicações dessas tecnologias no planejamento urbano, Márcia Doring destacou o momento de transformação vivido pelo Rio de Janeiro e o potencial da integração entre inteligência artificial, tecnologia BIM e dados. Para ela, essas ferramentas contribuem para uma leitura mais precisa da dinâmica urbana e oferecem subsídios para decisões mais eficientes no desenvolvimento de territórios inteligentes.