A diversidade e a maior presença de mulheres nos canteiros de obras e nos espaços de liderança estiveram entre os temas debatidos no primeiro dia da Feicon Rio, nesta terça-feira (6), no Riocentro.
No primeiro dia da Feicon Rio, painel debateu formação de mão de obra feminina e acesso à liderança no setor
No primeiro dia da Feicon Rio, painel debateu formação de mão de obra feminina e acesso à liderança no setor
Em sua primeira edição na capital fluminense, a feira da construção civil reuniu profissionais de diferentes áreas e regiões do país.
Na Arena de Influenciadores, a presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário do Sul Fluminense (Sinduscon-SF), Elissandra Candido, participou do painel “Elas Constroem: formação de mão de obra feminina para o setor” e destacou que a diversidade não pode ficar presa ao RH das empresas.
Para ela, o setor precisa ampliar o olhar sobre os profissionais que podem contribuir para a atividade, contemplando as mulheres tanto nas funções operacionais quanto nas posições estratégicas. “Se falta mão de obra na construção, estamos realmente olhando para todo o potencial disponível?”, questionou.
Segundo Elissandra, a presença feminina não deve ser vista apenas sob a perspectiva da diversidade, mas também como parte de uma estratégia para ampliar a capacidade e a competitividade da indústria. “Não estamos falando de ocupar o lugar de ninguém. Estamos falando de aumentar a mesa. Se a construção civil enfrenta uma escassez de profissionais, não podemos continuar procurando sempre nos mesmos lugares e pelos mesmos perfis. Precisamos formar, contratar, integrar, desenvolver e criar caminhos para que mais mulheres possam chegar à liderança”, reforçou.
A presidente do Sinduscon-SF também afirmou que a transformação do setor passa pela criação de condições para que as profissionais possam ingressar, permanecer e avançar na carreira. “O verdadeiro avanço será quando uma mulher ocupando um canteiro de obras, uma diretoria, um conselho ou a presidência de uma entidade deixar de ser notícia”, concluiu.